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Seminário conecta geometria a movimentos do coração

Em momentos de adrenalina ou forte emoção, é comum escutarmos com clareza o som do nosso batimento cardíaco. À luz da ciência, essa toada revela o padrão de bombeamento do sangue em movimentos de contração e expansão do coração, denominados pela biologia de sístole e diástole. O curioso é que estes movimentos também podem servir de metáfora para descrever objetos geométricos fundamentais. Na próxima sexta-feira (1º), às 15h30, o pesquisador do IMPA Lucas Ambrozio vai explicar como estes temas se relacionam no seminário “Geometria das diástoles”, que será realizado no auditório Ricardo Mañé e transmitido ao vivo no YouTube do IMPA.

O objetivo é apresentar ao público as áreas de geometria diferencial e análise geométrica, linhas de pesquisa de Ambrozio. “Como todos os estudiosos da geometria desde Euclides, nos interessamos por noções geométricas simples, como comprimento de curvas, área de superfícies e curvatura, mas analisamos os objetos através de ferramentas de cálculo diferencial e integral e equações diferenciais parciais. Na palestra, vou explicar alguns aspectos básicos da minha pesquisa atual de forma simplificada”, explica.

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Papel da ciência será debatido em seminário no IMPA

Matemático graduado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ambrozio é mestre e doutor pelo IMPA e fez pós-doutorado no Imperial College London, em Londres, e na Universidade de Warwick, ambas as instituições do Reino Unido. Apesar de conhecer o instituto de perto há alguns anos, esta é a primeira vez em que o pesquisador vai se apresentar formalmente ao corpo docente e discente.

“Estou muito animado para mostrar um pouco do meu trabalho no instituto, porque comecei no IMPA no auge da pandemia, quando estávamos funcionando à distância. Passei muito tempo em contato com os colegas apenas virtualmente e essa é a primeira oportunidade que vou ter para falar para um público amplo sobre o tema que tenho pesquisado nos últimos anos”, comenta o pesquisador. 

Ambrozio passou a integrar o corpo de pesquisadores do IMPA em outubro de 2020 e, quase um ano e meio depois, está vivendo a experiência de voltar às salas de aula. “Chegar no IMPA em janeiro e ver alunos presentes foi muito bom, pudemos interagir e conversar ainda mais sobre a matéria do curso, até de forma mais informal nos intervalos”, conta o matemático, que afirma estar esperançoso para os próximos meses. “Estamos vendo a vida retornar ao instituto, com os corredores cheios, conversas na sala de café e quadros negros com coisas interessantes escritas neles.”

A apresentação de Ambrozio integra o ciclo de seminários de novos pesquisadores, lançado com a palestra “Melhor do que a média”, do pesquisador Paulo Orenstein, na última sexta-feira (25). Em 8 de abril, é a vez de Jorge Lopes, coordenador de projetos tecnológicos do IMPA, apresentar o seminário “Multidisciplinaridade e Inovação”, às 15h30. A última apresentação será da pesquisadora Luna Lomonaco, em 20 de maio, no mesmo horário.

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