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Na Folha, o maior matemático do Ocidente islâmico

Imagem: Unsplash

Reprodução da coluna de Marcelo Viana, na Folha de S.Paulo

Ao final do século 10, o califado de al-Andalus, no centro e sul da península Ibérica, é o Estado mais próspero da Europa, e sua capital, Córdova, rivaliza em brilho com Constantinopla e Bagdá. Mas o califado declina, e em 1031 deixa de existir. Al-Andalus torna-se um mosaico de pequenos Estados, os reinos de taifas, que guerreiam entre si e são vulneráveis aos ataques dos reinos cristãos a norte.

Apesar disso, a civilização islâmica continua a brilhar. Os reis de taifas estendem a sua rivalidade à arte, ciência e cultura, atraindo os melhores talentos. Entre eles, o mais importante matemático e astrônomo do Ocidente islâmico, Abu Ishaq Ibrahim al-Zarqali, que ficaria famoso entre os cristãos sob o nome de Azarquiel.

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Al-Zarqali nasce em 1021, próximo à cidade de Toledo, a antiga capital visigótica, onde vive quase toda a sua vida. Também ensina em Córdova durante anos. Seu trabalho lhe granjeia a reputação de maior astrônomo da época, contribuindo para fazer de Toledo o centro intelectual de al-Andalus.

Al-Zarqali publica diversas obras, melhorando o trabalho do astrônomo grego Ptolomeu e divulgando suas próprias descobertas. É o primeiro a observar que o apogeu do Sol, isto é, seu ponto mais alto no céu, se move relativamente às estrelas fixas. Compila tabelas para o cálculo da posição dos corpos celestes e inventa um astrolábio melhorado que ficaria famoso na Europa medieval. Seus escritos são traduzidos para o latim e influenciam os astrônomos europeus, inclusive Copérnico.

Ainda que as guerras na península raramente tenham a religião como motivo e costumem ter cristãos e muçulmanos de ambos os lados, a fragmentação política do Islã facilita o avanço da reconquista cristã.

Em 1085, Toledo é tomada pelo rei Afonso 6º de Leão e Castela, que faz dela a sua capital e se proclama imperador de toda a Espanha. Al-Zarqali foge para Sevilha, onde morre dez anos depois.

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